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    Boudoir - on a day like today, no other words would do...



    Sinta, solitária, o anel liga. A cinta-liga não.

     

     

     

     

     

    Para a concubina nada restou a não ser as lágrimas e as palavras. O que ele disse de como seria é o cetim sobre o qual nunca se reclinou e a exótica fruta fresca, que não mordeu primeiro. Para ela promessas de segunda mão, a mão que nunca será pedida – ofereceu-se toda em vão. Quando a desposada se apruma em sortilégios, a concubina crê que é forte ao responder impropérios. Pobre uma, ser mais forte do que o débil homem que a possui não é ser genericamente forte, é sê-lo apenas em comparação a este que combate na luta do tédio de uma vida frugal usando-a como escudo. E a espada? A espada é o tempo que a cada noite de se ter o amado lhe concede outras tantas de não se saber onde ele repousa. A concubina é uma areia fina que fez seu caminho por dentro de uma ostra. Não há certeza se virará perola, se causará dor ou se será apenas expelida ao final. Enquanto isso para a madrepérola, mater, mãe, os presentes não são infames cintas-ligas, mas anéis solitários a cada ano de matrimônio. Fishnets ou solitaire pearls, não há muito mais em retorno se o investidor é um covarde overseas.

     

     

     

    *A vida (não) é (nada) boa (hoje).



    Escrito por thais às 22h20
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