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    Boudoir - on a day like today, no other words would do...



    O oásis do amor

    Os amantes - Magritte

    “Maybe you’re the same as me, we see things they’ll never see...” – Live Forever

    “Talvez você seja o mesmo que eu, nós vemos coisas que eles nunca verão...”

    +

    “I never felt this love from anyone… she’s not anyone… she’s not anyone… she’s not anyone.” – Songbird

    “Eu nunca senti esse amor de ninguém… ela não é ninguém… ela não é ninguém... ela NÃO é ninguém.”

    +

    “She is love… and I believe her when she speaks.” – She is Love

    “Ela é amor... e eu acredito nela quando ela fala.”

    =

    Para quem não é muito familiarizado, pensar em Oasis como uma banda que falava de amor pode ser estranho, mas os três pedacinhos acima são de umas de minhas músicas românticas prediletas. Cada uma delas tem uma forma pouco óbvia de expor o objeto de amor... Ora, sabemos que o romantismo tende a ser formatado... não há aulas de como amar alguém, mas há algumas convenções sociais que tentamos todos imitar, sem saber muito bem quem criou e para quê – e até mesmo se a intenção de quem criou foi a de vivência ou de ideia (O poeta não precisa dar flores se tem letras viçosas, contudo canta flores metalinguísticas).

    Voltando as músicas, a primeira, “Live Forever”, é uma declaração da transcendência que o amor gera. As sensações são exageradas e as vivências reais são recompensadas com a complacência ante aos próprios limites frente ao mundo e frente ao ser amado, e esse ser amado é um igual, um que vê as coisas que ninguém mais vê. Os amantes partilham dos mesmos óculos para ver o mundo que é deles, uma lente para cada um.

    Muitos peixes no mar, mas o que ele quer é o palhaço. A segunda música, Songbird, para mim é sobre a incrível descoberta de que o que diferencia esse ser que pra você é único, o ser amado, é o olhar sobre ele. “Ela não é ninguém” pode indicar que ela não significa nada, que não se destaca entre os outros, mas também pode indicar que ela não é apenas alguém. Ela é mais do que alguém. Ela é.

    She is Love: Quase todo conceito não palpável acaba por ganhar referências, pessoais ou culturais, que tentam torná-lo concreto. Quem pensa em amor romântico sem associar a corações vermelhos, cupido e afins? Eu acho de uma delicadeza extrema quando o autor da letra consegue transpassar todas essas referências cruzadas para uma frase simples “ela é amor”... Então não é necessário pontuar nenhuma outra coisa além do ser amado. Quer dizer, ela não é a pessoa amada simplesmente, ela É o amor. É a visão particular do amor, para ele. E se o amor é verdade porque não acreditar nela quando ela fala? rs. Não são amantes, são uma estrutura-conceito: Amor.

     

     

     

    *A vida é boa.

     



    Escrito por thais às 10h02
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