BRASIL, Sudeste, Mulher

 

    La Blogotheque
  O Estrangeiro
  Museu do Inconsciente


 

 
     

      Todas as mensagens
      Link


     

       


     
     
    Boudoir - on a day like today, no other words would do...



    'Descriptografar' é permitir-se ser explícita - mas não descuidamente exposta.

     

    Felicidade é uma jóia que não deve ser ostentada.

    É um colar de ouro e rubis que você não deve usar ao passear a pé pelas vielas da vida.

    Quando muito noticiada, um chamariz de drama.

    Invariavelmente todas as vezes da minha vida em que eu demonstrei

    abertamente uma "radiância" de alegria pura que durasse mais,

    algum fato atropelado, causado por infortúnio ou design de queridos, aterrava toda a luz.

    Sim, não é porque é melhor amiga que não pode provocar situações que detonem uma relação amorosa hiper significativa por 

    inconsequência ou familiar que não possa acabar com as lembranças de uma experiência de vida intensamente feliz por motivos banais.

    Não é o caso de julgar. São fatos. Provocações do "destino".

    Tenho tentado - mesmo em tempos de facebook, instagram e afins - comentar menos sobre o que me faz substancialmente feliz.

    Dar ao outro o espaço de comentarista da sua história é permitir que provocações paranóides se apoderem

    de espaços mentais que serviriam tão bem para, ao contrário de tomar do outro, traçar para si a melhoria

    da relação com o objeto provocador de felicidade (trabalho, amor, família, amigos, realizações, planos).

    Mas, como tenho ainda a sorte de amigos-espelhos graças a graduação 

    e ao duro aprendizado em selecionar as relações de amizade - que matura devagar ao modo dos vinhos,

    não me faz nada mal falar de certas fontes de alegria sem temer a tradução disso com o gabar-se ou

    com algo que provoque uma escuta negativa, carregada, distorcida, com estes.

    Dia desses algo assim aconteceu. Uma amiga - psicanalista, rs - ouvindo alguns relatos da vida presente

    me disse que todo esse tempo eu parecia procurar na parceria romântica um código mais difícil do que o meu, 

    porque assim eu subjulgaria o meu em nome do Amor. "E agora parece que você simplesmente

    encontrou um desvendador de códigos", então era claro que o meu código é que era difícil, vendado, 

    mas não adiantaria alguém para subjulgar sob o meu. O ideal seria o que lesse e entendesse a função. 

    Olhasse e conseguisse enxergar o reverse engeneering do amor para a função <thais>.

    Ela foi menos poética, mas eu traduzi assim. Achei super delicada a interpretação dela.

    Quando ela sugeriu isso tudo na conversa de 20 minutos no telefone, lembrei-a de uma música do Andrew Bird que eu sempre citava, 

    "Not a robot, but a ghost" (Não um robô, mas um fantasma), em que ele diz: "I crack the codes, you end the war." 

    (Eu quebro os códigos, você acaba com a guerra.).

     

    Num mundo de máquinas, eu não sei ser robô, da cópia em massa e rigidez - adequado, 

    mas um fantasma, do lugar da fantasia e fluidez - interpretado.

    Citou metade da bíblia Freudiana e por fim não foi necessária intervenção para perceber que, assim como eu leio na música,

    é mais feliz ser um código difícil que tomou tempo para ser desvendado e que sempre irá ser atualizado 

    e que pode vir a ser reescrito, 'criptografado' de maneiras distintas, que se contentar em esconder isso abaixo de um bad code.



    <3

    Ele é o css do meu html.

    E não tem nada de binário nisso.





    *A vida é boa (avec lui). 

     



    Escrito por thais às 21h33
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]